No fim dos dias, sobram os restos. O que deles fazemos fazem de nós o que somos.

Amo-te quando, de mãos dadas, sei que não me deixas cair. Amo-te porque me fazes chorar, quando me fazes rir e muito, quando me fazes pensar. Amo-te hoje, não como ontem e nem sei se como amanhã, assim, num simples sorriso, ou numa troca de olhares, à minha maneira, destravada, despistada, mesmo quando me confronto com o medo.

 

Amo cada traço do teu rosto, as tuas rugas, o teu cansaço e tristeza, quando me encosto ao teu cheiro, de noite. Amo-te quando acordo com o teu despertar.

 

Amo-te quando não estou contigo, quando olho o mar, sinto o vento, ou tropeço num verso. Amo-te ao longo do dia, no meio da multidão, e durante os meus pesadelos. Amo-te mesmo quando um dia não te amar.

 

Amo-te sobretudo, porque me vieste buscar a um sítio onde estava presa e cheio de coisas que não quero levar, antes que o escuro da noite apareça, e me leve para outro sítio que não este.

publicado por AclaQue às 11:41 | link do post
 O que é? |  O que é? | favorito
Restos de mim
pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Abril 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
restos recentes

quando um dia não te amar

arquivos

Abril 2010

subscrever feeds
SAPO Blogs